04 junho 2008

Mercado Negro - Scout Niblett rescaldo


Passavam já 45 minutos da hora marcada (e infelizmente costuma ser sempre assim no MN…) quando a Scout pisou pela primeira vez palcos Portugueses. Aguardava-a, numa ânsia desmedida, cerca de 80 pessoas ávidas de sorrisos. O concerto desconcertante começou, em comunhão sentimental, com pequenos erros e paragens provocadas pelo rubicundo vinho português. Passada a primeira música do inquebrantável “This fool can die now” já todos tavam rendidos aos golpes acutilantes da voz da senhora Emma. Alguma questão, retorquiu numa simplicidade própria da ocasião refractando qualquer gesto de empatia. Alguns presentes ainda tentaram estabelecer contacto numa clara “show-case” improvisada (?). Percorreu ora sozinha ora com a companhia de um alegre coleguinha hora e meia de avalanche sonora.Foi magia o que se passou no Mercado Negro e mais mágicos fomos nós, encimesmada audiência, que não paramos de sorrir.


Nota: Créditos da foto para o Luis Oliveira Santos

1 comentários:

Mercado Negro disse...

só um curto comentário: os concertos do MN começam propositada e assumidamente com meia-hora de atraso. de tolerância, digamos, porque a experiência ensinou-nos que não vale a pena esperar que um concerto marcado às 22h30, mesmo aqueles que esgotam, tenha mais de meia dúzia de pessoas disponíveis para entrar a essa hora. aliás, a própria compra dos bilhetes costuma ser deixada para a entrada depois da hora marcada. e as pessoas não aparecem tarde porque já estão habituadas ao atraso. o atraso é que foi de certo modo institucionalizado porque durante quase todo o primeiro ano do MN, estava organização e banda à espera de espectadores, que invariavelmente se atrasavam a tal meia-hora. às vezes ainda começa mais tarde, e isso já vai obviamente contra os nossos propósitos, apesar de ter sempre origem em questões que não controlamos (como certo tipo de atrasos dos músicos). e claro que nada disto invalida que o ideal seria haver um cumprimento escrupuloso dos horários, tanto pela parte do público como da organização - não é que não tenhas razão na crítica. mas como não estamos dispostos a sacrificar concertos durante meses só para educar o público, acabamos por tomar estas medidas informais e esperar alguma compreensão. (e isto não é desculpa, mas se estiverem ao corrente dos atrasos em todos os outros espaços deste género em todo o país, saberão que o MN é um primor de "pontualidade".)

abraço, pedro