23 janeiro 2007

The Good The Bad and The Queen "TGTBTQ" (2006)



Depois de 18 anos e de 9 albúms editados os Blur identificam-se, justamente, como uma das maiores bandas britpop nos reinos de sua majestade. Na década de noventa foram, por muitas vozes, aclamados como os porta-voz da pop britânica pós-Beatles, colidindo quase sempre com os defensores dos seus maiores concorrentes, nem mais, os Oasis. É já na viragem do milénio no albúm de 2003 Think Tank que se percebe que o que Damon Albarn pretende é mais do que fama ou a leve recordação Parklife, She’s so High, There’s no other way, Pop Scene...

O seu talento é maior do que a rotulagem segura e pertinente de britpop. Nesse contexto surge associado a um movimento (é assim que eu lhe chamo) designado por Gorillaz. Albarn mascarado de desenho animado dá largas à imaginação e foge. Foge para projectos capazes de o estimular definindo-o como o mais prolifico musico insular (certo, a par com o Thom Yorke).

Abertas as portas para a imaginação Damon viajou para África conhecendo novos ritmos, novas cores, novas sensações, novos métodos, novos músicos… e mais do que tudo conheceu a génese musical tal como a conhecemos. Surgiu assim o OXFAM Project liderado pelo deus da Kora “monsieur” Toumani Diabaté, sob o título de Mali Music, e brilhantemente concebido por Damon. Eram para ser apenas seis meses de durou mais de um ano. As descobertas são assim… por vezes maiores que todas as paixões.

Neste contexto surge agora Damon, novamente rodeado de excelentes musicos neste projecto The Good The Bad and The Queen. Um albúm composto, delicado e cheio de pormenores bem ao estilo do seu mentor. Auxiliado na tarefa por Tony Allen (Femi Futi considerava-o o maior baterista do mundo… para muitos de nós o inventor do afro-beat), Paul Simonon (Baixista dos Clash conhecido pelo virtuosismo) e Simon Tong (Guitarrista dos Verve, e mais não sei…), Damon está de volta num registo de elevadissima qualidade. A ouvir.

Secretamente espero a resposta do outro senhor igualmente inventivo e capaz de aprender e modificar a musica a cada album que contrói… Thom se estiveres ai…abre a pestana que o pessoal está a tua espera. Se não souberes fazer melhor faz pelo menos diferente… que todos nós agradecemos.

(…)

Há meses atrás quando vi Tony Allen a solo, ao vivo, esbocei um sorriso gigantesco, não pela qualidade musical, que todos já lhe conhecemos mas pelo pensamento de o ver ao lado de Damon… e de facto o sorriso perdura…

2 comentários:

O Puto disse...

Também estou com ganas em ouvir este álbum. Desde o tempo dos Blur (será que acabaram?) que sou admirador do sr. Albarn e das suas companhias.

costa disse...

Encontrei este álbum por acaso e adorei, mas ao ler esta review me apercebo da grande qualidade e mestria deste senhor, e vim a descobrir que ele é um dos produtores de Gorillaz grupo que aprecio muito.
Acho que o meu próximo passo será Mali Music...