17 novembro 2006

Cibelle "The Shine of Dried Electric Leaves" (2006)

Cibelle Cavalli, é uma cantora paulista que aos cinco anos decidiu explorar o mundo da música vagueando de instrumento em instrumento passando pelo piano, percussão e voz. Na adolescência procurava aparecer em spots publicitários ou em ser actriz, talvez com o único intuito “surgir”… Mas foi na voz que encontrou o meio para atingir o fim que exaustivamente procurava, o destino juntou-se à sua vontade e tem vindo a realizar os seus desejos. Os seus trabalhos apresentam-se como música contemporânea brasileira, numa combinação entre sons electrónicos e acústicos, sons urbanos, bossa-nova e jazz. Neste novo álbum “The Shine of Dried Electric Leaves” podemos encontrar músicas como “Green Grass” de Tom Waits e “Cajuína” de Caetano Veloso. É um projecto multi-cultural, descrito através de linguagens e ritmos com apenas um limite… o inigualável… Ouvir este disco é uma vontade incessante de querer mais, as músicas num mesmo estilo são bastantes diferentes entre si, um simples repeat não é suficiente para tantos detalhes...

"phoenix" - Cibelle

Despeço-me da estante com este post e vídeo onde Cibelle Cavalli e Devendra Banhart interpretam a música “London, London” – composição de Caetano Veloso no exílio em 1969, espero que gostem;)


3 comentários:

Marco Costa disse...

É pah! Carla... não podia ficar calado. Detesto a Cibelle. Ela deu um concerto em que tocou playback...com a sua guitarrinha na casa da musica. vergonhoso. vergonhosa esta jovem... para desabafar... um logro. tenho dito. Espero que não leves a mal... mas a Cibelle é do pior.

Não podia ficar calado.

Marco Costa disse...

Não esperava nada este post! Agora a sério... tens que a ver ao vivo... eu também lhe achava piada... até perceber que tudo é produção a custo de umas quantas horas passadas na companhia de alguns excelentes produtores. O produto final é satisfatório...mas ela é uma péssima musica...um logro... por isso não esperava ve-la na estante...

Ah! as opiniões são assim mesmo... não se contêm. Peço desculpa pela amargura.

Carla Silva disse...

É verdade que a Cibelle ainda tem pouca experiência em palco, e o facto de ela usar dois microfones um de amplificação normal outro ligado a um pedal para que sejam projectados os ecos da sua voz não lhe facilita muito o trabalho… em relação ao que se passou na casa da música apenas posso dizer que acho inadmissível que num espaço daqueles se façam concertos em playback, apenas porque lhes fica muito mais barato… não entendo como certos músicos se sujeitam a isso… Em relação ao post… o post foi para o excelente álbum produzido com a colaboração de Mike Lindsay (Tunng), Apollo Nove (que também participou no seu álbum de estreia), o engenheiro de som parisiense Yann Arnaud (Air) e convidados especiais como Seu Jorge (seu conterrâneo), Devendra Banhart e o MC francês Spleen (CocoRosie). São pormenores como sons a partir de colheres e chávenas de café criados por Spleen e Cibelle em “Mad Man Song” que me fazem gostar bastante do álbum, para mim não é uma má performance da Cibelle no “festival mestiço” na casa da música que me vai fazer deixar de ouvir um bom disco:)